Terapia da Morte

Quando a morte chega sem pedir licença

O mundo da globalização vive seus momentos de dor, a violência assola a todos, Perplexos, a cada leitura de jornal, revista, noticiário na televisão a onda de presença da destruição invade as casas, traduzindo a imagem do terror. Essa imagem viva toma forma no choro estampado nas vítimas da “morte” que muitas vezes “chega sem pedir licença”! Simplesmente, acontece no contexto atual. Desse modo, não se tem como evitá-la, ela está nos assaltos, nas ruas, nos edifícios, na vida das pessoas que trabalham, estudam, pesquisam. O tema da morte não ocupa espaço na Escola, seus currículos de estratégias de ensino, e não está preparada para vivenciar o drama da modernidade: o luto e a perda. A cada momento, tem-se notícias de uma bala perdida nas grandes cidades, um pai morre baleado, uma adolescente sucumbe ao assalto, um acidente acontece... Os mesmos que participam das reuniões escolares e pagam as mensalidades. A instituição vê-se podada, calada, muda e sem ação... Não está preparada para essa visita inesperada: da morte. Ampliando mais a visão desse ponto de vista da cultura, a morte é vista como um acontecimento distante, não se comenta dela, se recalca. O olhar antropológico do Ocidente está visivelmente marcado pela lei do consumo, do descartável, do faz-de-conta. Nesse cenário de simulacro não há espaço para se refletir e se pensar na tragédia humana encontrar a morte de modo inesperado. Entre perplexidade e tristeza, novamente a vida da escola vai tomando o seu ritmo de trabalho e, mais uma vez o silêncio povoa o ambiente.

Quando esse quadro atinge a criança, a vivência de evento da morte, torna-se mais desnorteador, exatamente por sua marca de eterna ausência. Não há como explicar de modo racional o momento da dor. Ela invade e pronto. Eis o reino da perplexidade!




Através dos sistemas de crenças que se apresentam diante da morte que a escuta terapêutica amorosa fará fluir a dinâmica do processo de trabalho caracterizado por um conteúdo emocional de saudade, dor, emoções destrutivas. É o confronto com o luto e o desafio de ultrapassá-lo respeitando o momento interno, da pessoa, mas vigilante no mecanismo de defesa que às vezes aparece na paralisação provocada pelo estado de perda familiar.

A dinâmica do processo se alicerça no legado histórico e existencial daquele ser que fez a passagem. As experiências vividas, as histórias contadas, as canções, as marcas de infância ou de encontro.

Aprender a conviver com a perda e ressignificá-la com os materiais que serão apresentados, a partir das Rodas Terapêuticas de Luto e Luz conectadas ao Sagrado. Reconstruir a dor interna utilizando a Oração, Meditação, Criação de Histórias, Pinturas, Relaxamento, Cartas, dentre outros. O eixo da metodologia das Rodas Terapêuticas está sustentado nas quatro funções psíquicas do quadrante mental: Intuição, Pensamento, Sentimento e Sensação. Todo o processo é documentado no Livro do Luto como um testemunho de passagem pela Casa da Dor, convivendo com a Morte, saindo para a Luz.

O trabalho é estruturado com encontros semanais ou quinzenais, com cada membro da fam´lia e dpois com todo O NÚCLEIO FAMILIAR.Ou seja, a dor da perda ela se diferencia entre as pessoas e esta troca é profundamente curadora.

MARILENE PITTA 99665354